Até o ano de 2013, o monitoramento das chuvas na cidade de Salvador era realizado exclusivamente por meio de informações fornecidas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), por intermédio da estação meteorológica situada no bairro de Ondina.
Em 2014, o município recebeu a doação de 15 (quinze) pluviômetros automáticos por meio do projeto “Pluviômetros Automáticos”, coordenado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN). Desses, 10 (dez) foram instalados nas localidades de Alto do Peru, Águas Claras, Caminho das Árvores, Centro Administrativo da Bahia (CAB), Cosme de Farias, Federação, Pirajá, Rio Sena, São Caetano e Valéria. Os 5 (cinco) restantes foram utilizados para substituir pluviômetros convencionais instalados no Cabula, Centro, Nova Esperança, Monte Serrat e São Tomé de Paripe.
Com a criação, em junho de 2016, do Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (CEMADEC), foram adquiridos mais 8 (oito) pluviômetros automáticos, instalados nas localidades de Mirante de Periperi, Pernambués, Capelinha-Vila Picasso, Calabetão, São Marcos-Baixa de Santa Rita, Calçada, Ilha dos Frades e Ilha de Maré. Ainda em 2016, o CEMADEN cedeu 10 (dez) kits de automatização, permitindo a modernização de pluviômetros semiautomáticos localizados em Bom Juá, Cajazeiras VII, Campinas de Pirajá, Canabrava, Mirante de Periperi, Nova Brasília, Palestina, Pituaçu, Plataforma e São Cristóvão.
Em 2017, o CEMADEN forneceu mais 5 (cinco) pluviômetros automáticos, que foram instalados nas regiões de Fazenda Coutos, Tancredo Neves, Mussurunga, Periperi e Itapuã.
No ano de 2018, o INMET instalou uma nova estação meteorológica na Base Naval de Aratu, ampliando a cobertura do monitoramento na capital.
Já em 2019, a Defesa Civil de Salvador (CODESAL) adquiriu 4 (quatro) novos pluviômetros, distribuídos nos bairros de Castelo Branco, Liberdade, Santa Luzia e Sete de Abril, além de 2 (duas) estações hidrológicas, implantadas no Caminho das Árvores e no Retiro, e 2 (duas) estações meteorológicas, localizadas na Cidade Baixa (Monte Serrat) e na Pituba (Parque da Cidade).
No ano seguinte, em 2020, o CEMADEN ampliou a rede com a instalação de mais 2 (duas) estações hidrológicas nas localidades da Boca do Rio e de Piatã.
Em 2021, a CODESAL automatizou 6 (seis) pluviômetros instalados nos bairros de Alto do Cabrito, Barbalho, Brotas, Campinas de Brotas, Chapada do Rio Vermelho e IAPI. Ainda nesse ano, por meio do Projeto RedeGeo, o CEMADEN implantou 15 (quinze) estações geotécnicas em pontos estratégicos da cidade.
No ano de 2022, a CODESAL adquiriu mais 3 (três) Sistemas de Alerta e Alarme para atendimento a novas comunidades em áreas de risco.
Para os anos de 2023 e 2024, houve a aquisição de 15 (quinze) pluviômetros e 5 (cinco) estações meteorológicas em cada ano, totalizando 30 (trinta) novos pluviômetros e 10 (dez) estações meteorológicas ao longo do biênio.
Dessa forma, até o presente momento, o CEMADEC acompanha um total de 114 equipamentos distribuídos da seguinte maneira:
A Figura 1, apresenta a distribuição espacializada dos equipamentos de monitoramento da cidade de Salvador. A Figura 2, resume a evolução do quantitativo desses equipamentos.
Figura 1 – Mapa de localização das Estações de Monitoramento.

Figura 2 – Evolução do Quantitativo de Estações de Monitoramento

Estão em operação, atualmente, 14 (onze) sirenes em 14 (dez) áreas de risco, compondo o Sistema de Alerta e Alarme da Defesa Civil de Salvador. Esse sistema faz parte do Plano Preventivo da Defesa Civil (PPDC) que, de acordo com os protocolos definidos, permitirá alertar os moradores de áreas de risco de possíveis ameaças associadas aos deslizamentos de terra.
Também, é corresponsável pelas mudanças de nível de monitoramento, que possuem quatro categorias (Observação, Atenção, Alerta e Alerta Máximo) e segue os protocolos predefinidos no PPDC, considerando as condições do tempo, juntamente com os acumulados de chuva registrados nas últimas 72 horas.
No ano de 2017, foram instaladas 08 (oito) sirenes em sete áreas de risco de Salvador: Cajazeiras VII – Irmã Dulce (1 sirene), Cajazeiras VIII – Mangabeira (2 sirenes), Sete de Abril – Olaria (1 sirene), Castelo Branco – Creche (1 sirene), Bom Juá (1 sirene), Capelinha – Vila Picasso (1 sirene), Lobato – Voluntários da Pátria (1 sirene).
Em julho de 2019, a Codesal adquiriu outros 03 (três) novos sistemas de alerta e alarme, atendendo as localidades de: Castelo Branco – Moscou (1 sirene), São Caetano – Baixa do Cacau (1 sirene), Sete de Abril – Bosque Real (1 sirene), perfazendo um total de 11 (onze) sirenes.
Em 2022, mais 03 (três) sistemas foram adquiridos atendendo as localidades de: Liberdade – Vila Sabiá/Barão Vila da Barra (1 sirene), Alto da Terezinha – Mamede (1 sirene), Calabetão (1 sirene).
A Figura 3, apresenta a distribuição espacializada do sistema de alerta e alarme na cidade de Salvador.
Figura 3 – Mapa de localização do Sistema de Alerta e Alarme

As estações meteorológicas têm como função principal medir variáveis atmosféricas fundamentais para a previsão do tempo e a análise climatológica. Entre os dados monitorados, destacam-se a velocidade e rajada do vento, umidade relativa do ar, temperaturas máxima e mínima, radiação solar e pressão atmosférica.
No período entre os meses de abril e julho de 2019, foram instaladas duas estações meteorológicas pela CODESAL, localizadas em Monte Serrat e na Pituba (Parque da Cidade). Além dessas, também são utilizadas duas estações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), situadas nos bairros de Ondina e na Base Naval de Aratu, totalizando, até então, quatro estações meteorológicas em operação.
Em 2023, a rede foi ampliada com a instalação de 5 (cinco) novas estações meteorológicas nas seguintes localidades: Boca do Rio, Praia do Flamengo, Canabrava, Cabula e Coutos. No ano seguinte, em 2024, foram adicionadas outras 5 (cinco) estações, distribuídas nos bairros de Barro Duro, Valéria, Ilha de Bom Jesus dos Passos, Itapuã e Barra. Com isso, o número total de estações meteorológicas atualmente em funcionamento é de 14 (quatorze).
As estações hidrológicas, por sua vez, têm como objetivo monitorar em tempo real o nível dos rios, permitindo a detecção precoce de riscos de alagamentos nas áreas circunvizinhas. Em 2019, foram instaladas duas estações hidrológicas na bacia hidrográfica do rio Camarajipe, localizadas nos bairros do Retiro e do Caminho das Árvores. Posteriormente, em 2020, o CEMADEN instalou mais 2 (duas) estações, situadas no bairro da Boca do Rio (Bacia do Rio das Pedras/Pituaçu) e em Piatã (Bacia do Rio Jaguaribe). Assim, o total atual de estações hidrológicas em operação no município é de 4 (quatro).
A Figura 4, apresenta a distribuição espacializada das estações hidrológicas e meteorológicas na cidade de Salvador.
Figura 4 – Mapa de localização das Estações Hidrológicas e Meteorológicas.

A Rede Geotécnica (RedeGeo), projeto do CEMADEN, de monitoramento de deslocamento, chuva e umidade do solo em encostas urbanas tem a capacidade de fornecer dados em tempo real. Os dados fornecidos pela RedeGeo permitirão compreender melhor a dinâmica de movimentação das encostas (mecanismos de ruptura), bem como a quantidade de chuva acumulada e o conteúdo de umidade do solo necessários para a deflagração dos deslizamentos em cada localidade.
Com base nesses estudos, pretende-se obter informações que possibilitem produzir e emitir alertas antecipados de deslizamentos com maior confiabilidade.
E para tanto o CEMADEN disponibilizou em 2021, 15 estações geotécnicas para estudos em Salvador, nas seguintes localidades: Brotas, Engenho Velho de Brotas, Lapinha, Fazenda Grande do Retiro, Pernambués, Pirajá, Plataforma, Novo Horizonte, Cajazeiras VII e VIII, Sete de Abril, Jardim Nova Esperança, Sete de Abril, Doron e Pau da Lima. Esses equipamentos têm como objetivo monitorar o risco de deslizamentos em encostas urbanas e aprimorar os alertas de prevenção de deslizamentos.
Figura 5 – Mapa de localização das Estações Geotécnicas
