Realizada anualmente de abril a junho, quando são registrados os maiores volumes de chuvas em Salvador, a Operação Chuva 2025 foi finalizada, ontem (30/06), e, em cinco anos consecutivos, sem o registro de perdas de vidas, segundo aponta balanço final, divulgado, hoje (01/07), pela Defesa Civil de Salvador (Codesal).
Apesar dos significativos acumulados de chuvas, que chegaram a 582,4 mm em algumas regiões, a Operação Chuva atestou a eficácia das ações de prevenção e de resposta implementadas pela Prefeitura de Salvador por meio do Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil (SMPDC).
Um dado, que atesta a assertividade dos investimentos feitos pela Prefeitura em aplicação de geomantas e contenção de encostas nos últimos anos, foi a redução de registros relativos à deslizamentos de terra que caíram de 791, entre março e junho de 2024, para 357, em igual período deste ano, uma redução de 54,86%.
Entre os meses de abril, maio e junho, a estação convencional de Ondina – Inmet, usada como referência, registrou os seguintes volumes de chuva: abril (124,2 mm), maio (406,7 mm) e junho (203,3 mm), totalizando 734,2 mm no trimestre. Esse valor ficou abaixo da normal climatológica (média histórica) para o período, que é de 824,7 mm.
Maio foi o mês mais chuvoso e ultrapassou a média histórica que é de 302,2mm. Ao longo deste período, choveu 406,7mm, o segundo maior volume dos últimos dez anos para o mês. O maior foi em 2020, com 454,2 mm.
“A reformulação do sistema de Defesa Civil de Salvador, introduzido pela Prefeitura nas gestões de ACM Neto e Bruno Reis, vem apresentando resultados positivos e, hoje, somos reconhecidos como uma referência nacional em gestão de desastres urbanos, utilizando tecnologias de ponta e práticas colaborativas, com nosso compromisso com a vida, inovação contínua, transparência, colaboração interinstitucional e respeito à população vulnerável”, acentuou o diretor-geral da Codesal, Sosthenes Macêdo.
*Bairros que mais choveram*
Os bairros com maiores acumulados em abril foram: Barro Duro (151,4 mm), Cassange (130,8 mm), Barris (128,2 mm), Mirante de Periperi (126,2 mm), Engenho Velho de Brotas (125,4 mm), Brotas (124,4 mm), Ondina (124,2 mm), Rio Vermelho (123,2 mm), Coutos (122,8 mm) e Federação (121,5 mm).
Em maio, com média histórica de 302,2 mm, contabilizou os seguintes bairros com maiores acumulados: Barro Duro (582,4 mm), Palestina (544,0 mm), Cajazeiras XI (532,8 mm), Mirante de Periperi (524,8 mm), Boca da Mata (520,6mm), Águas Claras (520,0 mm), Cassange (519,8 mm), Periperi (512,8 mm), Castelo Branco (505,0 mm) e Valéria (503,3 mm).
Os bairros com maiores acumulados em junho, cuja média histórica é de 237,6mm, foram: Mirante de Periperi (307,6 mm), Calçada (305,4 mm), Palestina (303,8 mm), Uruguai (302,0 mm), São Marcos – Baixa de Santa Rita (297,0 mm), Saboeiro (296,0 mm), Arenoso (293,0 mm), Coutos (291,0 mm), San Martin (290,2 mm) e Cabula (289,8 mm).
*Temperaturas mais baixas*
Durante a Operação Chuva, a menor temperatura registrada foi de 19,0 °C, no dia 9 de junho, na região da Praia do Flamengo – Parque das Dunas. A segunda menor, foi de 19,1 °C, registrada no dia 29 de junho, em Barro Duro – Fundac. Já a terceira menor temperatura do período ocorreu no dia 19 de junho, também em Barro Duro – Fundac, com 19,4 °C.
*Rajadas de vento*
Nos três meses da Operação, a maior rajada de vento registrada foi de 64,8 km/h, no dia 3 de maio, na região de Canabrava – Barradão. A segunda maior rajada ocorreu também em Canabrava, no dia 8 de maio, com 63,4 km/h. A terceira maior foi observada em Valéria – EMBASA, no dia 2 de maio, com 60,5 km/h.
Os dados são do Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil de Salvador (Cemadec).
*Sistemas atuantes*
Ainda segundo o Cemadec, entre abril e junho, diferentes sistemas meteorológicos foram responsáveis pelas precipitações. Em abril, predominou a atuação dos cavados e dos ventos úmidos provenientes do oceano Atlântico; em maio, a chuva foi causada, principalmente, por frentes frias, cavados, sistemas de baixa pressão e ventos úmidos do oceano Atlântico; já em junho, uma frente fria, cavados e ventos úmidos foram os principais responsáveis pelas chuvas.
*Vistorias técnicas*
Entre 01 de março a 30 de junho, a Defesa Civil realizou 4.970 vistorias de imóveis em áreas de risco da capital. As ocorrências mais frequentes foram ameaça de desabamento, 1.877; ameaça de deslizamento, 1.051, Orientação técnica, 722, deslizamento de terra, 357, e árvores ameaçando cair, 242.
Os maiores números de ocorrências foram registrados nas áreas pertencentes as Prefeituras Bairro do Centro/Brotas, 906; Subúrbio/Ilhas, 675, Cajazeiras, 471, Itapuã/Ipitanga, 341.
*Acionamento das sirenes*
A Defesa Civil de Salvador (Codesal), diante do iminente risco de deslizamentos de terra, devido ao encharcamento do solo pelas chuvas acionou, na manhã do dia 03/05, as sirenes de alerta nas comunidades de Mamede (Alto da Terezinha); Irmã Dulce (Cajazeiras VII); Creche e Moscou (Castelo Branco); Bosque Real e Olaria (Sete de Abril). A medida foi tomada após a cidade registrar acumulados de chuva superiores a 150 mm nas últimas 72 horas e previsão de novos episódios de precipitação forte a muito forte.
O acionamento faz parte do protocolo do Plano Preventivo da Defesa Civil de Salvador (PPDC) para áreas de risco em dias de chuvas intensas. Equipes da Codesal fizeram mobilização nas comunidades com a recomendação de que os moradores deixem suas casas e se dirijam a locais seguros previamente definidos, a exemplo de escolas municipais nas proximidades.
O PPDC é um instrumento fundamental da Codesal para prevenir e mitigar riscos de desastres naturais, como alagamentos e deslizamentos de terra. O protocolo inclui monitoramento de áreas de risco, sistemas de alerta e alarme (sirenes), além de ações de prevenção e resposta a emergências.
*Atendimento social*
Entre as ações preventivas, a Defesa Civil de Salvador, em parceria com a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), aplicou preventivamente, entre abril e junho, 119.392 m2 para impermeabilização preventiva de terrenos de encostas.
Além da colocação de lona, as equipes da Limpurb realizaram serviços de capinação, roçagem, retirada de entulho, remoção de terra, lixo e limpeza de valetas.
O setor de Atendimento a Comunidades em Áreas de Risco da Codesal recebeu, ao longo da Operação, demandas de 1.821 pessoas pleiteando benefícios eventuais, como auxílio-moradia e auxílio emergência, encaminhadas à Sempre.
A manutenção da rede de micro e macrodrenagem, realizadas pela Secretaria de Manutenção da Cidade (Seman), também integra o escopo de ações contínuas.
Ao longo do ano, a Codesal realiza atividades preventivas e educativas em áreas de risco, com a instalação de Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs), Nupdec Mirim, Programa Defesa Civil nas Escolas e a realização de simulados de evacuação em comunidades de Salvador.
Como serviço essencial da Prefeitura de Salvador, a Defesa Civil, que tem como prioridade preservar vidas, mantém plantão 24 horas e atende as demandas da população pelo telefone gratuito 199.
*ASCOM – CODESAL*
01/07/2025