São locais não propícios à construção de casas, pois estão sujeitas a desastres naturais como desabamento e inundações. Essas áreas estão crescendo devido a ação irregular do homem contra a natureza - isso se deve a alteração de cursos d’água, ocupação de várzeas e encostas, queimadas, produção e deposição inadequada de lixo, desmatamentos, dentre outros. As encostas de morros e as beiras de rios são locais considerados como áreas de riscos, onde deve ter um constante monitoramento.

Quando se inicia o período chuvoso tende a aumentar os riscos de inundação, desabamentos de casas e deslizamentos de terra. Em função da condição topográfica da cidade de Salvador, há algumas décadas, as áreas com maior risco concentravam-se nas regiões próximas a falha geológica que separa a cidade alta e a cidade baixa. Estendia-se, portanto, nos arredores da Avenida Contorno, próximo ao túnel Américo Simas, no bairro da Liberdade e na Região Suburbana. Hoje, em função do crescimento habitacional desordenado, essas áreas se espalham entre a Avenida Luís Viana Filho (Paralela) e a BR 324.

A população deve ficar alerta aos sinais como postes, cercas e árvores que começam a inclinar, as trincas nas paredes ou no chão e degraus são evidências que o terreno está se movendo e, com isso, é possível evitar as grandes tragédias. Além disso, não se deve jogar lixo nas encostas; evitar plantar vegetação ou árvores que comprometam o terreno, como a bananeira, que retém água e aumenta a instabilidade da área; não fazer cortes no talude da encosta e não dispensar a água de uso doméstico no local.

A questão das moradias irregulares e desordenadas é um problema das grandes cidades e decorre principalmente do aumento do fluxo migratório campo-cidade.